A História repete-se

A História repete-se

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

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Episode's summary

Este episódio analisa a Exposição do Mundo Português de 1940 e o seu papel fundamental na construção da identidade nacional durante o Estado Novo. Explora-se como António Ferro e Salazar utilizaram uma estética que conciliava o modernismo arquitetónico com a tradição para projetar uma imagem imperial e moderna de Portugal, utilizando a propaganda para mitificar o passado e omitir períodos controversos. A discussão aborda as nuances políticas do regime, o impacto social da exposição e a representação problemática das populações coloniais. Além disso, o episódio reflete sobre o destino de diversas obras artísticas e patrimoniais que, após o evento, enfrentaram o abandono ou o esquecimento em diversos locais.

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Highlights

Sobre este pavilhão, ler-se-ia no jornal sindicalista francês La Vie Ouvrière a mais sedutora, a mais delicada e inteligente propaganda fascista que nos é dada a ver.

00:02:56 · Uma citação de um jornal estrangeiro que critica a eficácia da propaganda utilizada na exposição.

O fascismo não é um regime conservador, é um regime que quer criar um ideal de homem novo e criar uma reescrita da história Com objetivos de mitificação e de glorificação.

00:10:32 · A apresentadora explica a natureza ideológica do fascismo e o seu uso na construção de mitos históricos.

as coisas na década de 1930 foram sob o ponto de vista da propaganda tão bem executadas que gerações e gerações de portugueses continuaram a pensar, até muito tempo depois do 25 de Abril, a apontar a nossa presença em África como algo de contínuo, ininterrupto

00:30:56 · O locutor analisa a eficácia da propaganda do Estado Novo em criar uma percepção histórica distorcida sobre o império colonial.

É de uma brutalidade que não tem explicação. É uma coisa absolutamente abjeta.

00:42:21 · A fala refere-se à representação problemática e desumanizante das populações coloniais na exposição.

Quando acabou a exposição ninguém conseguiu tirar aquilo de lá porque é uma peça gigantesca e não fizeram nada mais interessante do que empardá-la.

00:53:26 · O locutor descreve o abandono de um grupo escultórico importante após o fim de uma exposição no Palácio da Ajuda.

Episodes

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Cantando e rindo: A exposição do Mundo Português no contexto da propaganda no Estado Novo

Este episódio analisa a Exposição do Mundo Português de 1940 e o seu papel fundamental na construção da identidade nacional durante o Estado Novo. Explora-se como António Ferro e Salazar utilizaram uma estética que conciliava o modernismo arquitetónico com a tradição para projetar uma imagem imperial e moderna de Portugal, utilizando a propaganda para mitificar o passado e omitir períodos controversos. A discussão aborda as nuances políticas do regime, o impacto social da exposição e a representação problemática das populações coloniais. Além disso, o episódio reflete sobre o destino de diversas obras artísticas e patrimoniais que, após o evento, enfrentaram o abandono ou o esquecimento em diversos locais.

26 Aug 2026
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Rainha D. Leonor, a mulher mais rica da Europa

Este episódio explora a vida e o legado da Rainha Dona Leonor, destacando o seu papel fundamental na criação da Misericórdia de Lisboa, o seu mecenato cultural — especialmente o apoio a Gil Vicente — e as suas obras assistenciais, como o Hospital das Caldas. A discussão aborda também as complexas dinâmicas políticas da Dinastia de Avis, marcadas pela endogamia e pelas disputas sucessórias envolvendo D. João II e a legitimidade de D. Jorge de Lancastre. Além do contexto histórico, o episódio reflete sobre a importância do sentido de comunidade legado pelas Misericórdias em contraste com o individualismo contemporâneo, analisando as inovações militares de D. João II e os impactos das tensões políticas na estrutura da Casa Real.

19 Aug 2026
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Aljubarrota, entre os mitos e a realidade: a “batalha real” de 14 de agosto de 1385

Este episódio promove uma desconstrução dos mitos em torno da Batalha de Algebarrota e do reinado de D. Fernando, contestando visões simplistas sobre a crise dinástica de 1383-85. A discussão analisa as complexidades políticas e diplomáticas da época, refutando lendas de superioridade numérica e examinando as estratégias de sobrevivência do monarca. A análise estende-se às transformações na tática militar entre os séculos XIII e XIV, abordando a evolução da infantaria e o impacto das guerras fernandinas. O episódio explora ainda o Cerco de Lisboa, a importância da arqueologia para compreender as manobras defensivas em Aljubarrota e a necessidade de uma leitura crítica da historiografia de Fernão Lopes.

12 Aug 2026
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Breve viagem pela História da humanidade, com Gonçalo Cadilhe

Este episódio explora o livro 'Mais Além', de Gonçalo Cadilho, que traça a história da viagem humana desde o Paleolítico até à era moderna. A conversa aborda a evolução humana, as migrações e a transição do nomadismo para o sedentarismo no Neolítico, refletindo sobre como a necessidade de sobrevivência deu lugar à curiosidade e ao turismo. A discussão percorre a expansão das línguas indo-europeias, o impacto das rotas de peregrinação e as grandes navegações. São analisados o legado das infraestruturas romanas, a audácia de figuras como Magalhães e a mudança de paradigma científico com James Cook, culminando numa reflexão sobre o sentido da viagem na contemporaneidade.

05 Aug 2026
230-

Especial Verão | Magnífica Desolação: Depois da Lua, Marte? (Final da Série)

O episódio explora o legado do programa Apollo e as ambições contemporâneas de retorno à Lua através do programa Artemis. A narrativa conecta a nostalgia da ficção científica dos anos 70, como Espaço 1999, com os desafios políticos e tecnológicos atuais para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço. A discussão aborda a necessidade de novos modelos de financiamento e cooperação internacional para viabilizar missões que utilizem a Lua como trampolim para Marte. O conteúdo analisa o papel da iniciativa privada, as incertezas orçamentárias do Congresso americano e a possibilidade emergente do turismo espacial lunar.

31 Jul 2026